Rio, São Paulo e Brasil

Depois de um longo período de preguiça, o Macaco voltou. Bonito como sempre, com novo design, conteúdo e novos colaboradores – mentira, continua tudo igual.

É verdade que, contra todas as chances, eu arranjei um estágio e fico sem tempo de falar merda. Macaco agora é proletéris.

Mas, entre um clipping e outro ainda dá tempo de ler o Estadão. E puta que pariu, que merda toda foi aquela no Rio? Antes de tudo, vamos analisar a foto abaixo que foi capa do UOL ontem:

Rio

Esteticamente falando, a composição é ótima. Ao fundo, uma bela paisagem de ônibus queimados por traficantes, com uma densa e bonita nuvem negra. Em segundo plano um caminhão/tanque/batmóvel  da Polícia Militar botando terror com o farol aceso em pleno Sol do meio dia. E no primeiro plano, bom, no primeiro plano TEM UM PORRA DE UM CARIOCA ANDANDO DE BICICLETA.

VELHO, VELHO, VELHO. BICICLETA.

O pau comendo, o mundo explodindo, helicóptero caindo e o infeliz – com a maior cara de paisagem – tá dando uma pedalada por aí.

Isso me faz pensar em uma coisa:

Brazil Rio 2016 Olympic Games

O Rio tem um problema endêmico de violência que nunca vai ser resolvido na base do tiro. Eles têm quatro anos pra criar uma estrutura sólida pra ser sede de uma Copa do Mundo e mais dois anos pra fazer de lá uma Cidade Olímpica. Ano passado foi Pequim, 2012 será em Londres. Não é pouca bosta, se não começarem agora o negócio vai ficar feio pro Brasil. É tudo uma questão de imagem.

Aliás, a partir de amanhã o paulistano (pelo menos o paulistano da Zona Norte) vai sentir o peso das reformas de infra-estrutura na cidade. O maravilhoso projeto Nova Marginal vai interditar cinco pontes e foder com a vida de quem sai da Zona Norte.

Eu acho esse projeto uma puta de uma cagada. Com os R$ 1,3 bilhão que vão gastar em expansão da Marginal, poderiam pegar tudo isso e colocar em mais transporte público.  Ao invés de criar caminhos novos para mais carros, acho melhor tirar alguns carros da rua – ou colocar algumas bicicletas, que nem o irmão lá de cima.

Mas pelo menos os projetos de infra-estrutura estão acontecendo. Sabe como é, ano que vem tem eleição e em 2014 tem Copa. O Brasil não pode fazer feio.

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Russell e Mao Xinyu

Duas rápidas considerações:

Hoje eu tive o prazer de assistir Up, o novo filme da Pixar. Não vou perder tempo falando sobre o filme, mas recomendo, recomendo de verdade. O filme é muito singelo, divertido e tem cachorros falantes. Assistam.

Também hoje, abri o Estadão de manhã e tive o desprazer de ler a notícia de que Mao Xinyu – o único neto reconhecido de Mao Tsé-tung – foi nomeado General do Exército Chinês. Aparentemente para “defender a herança comunista deixada por seu avô”.

Isso realmente não interessa a ninguém. EXCETO PELO QUE SEGUE ABAIXO:

Russell, um dos protagonistas de Up
Russell, um dos protagonistas de Up
Mao Xinyu, o novo General chinês.
Mao Xinyu, o novo General chinês.

A vida sempre arranja um jeito malandro de me fazer rir.

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Ahh… Guinness!

Guinness1

A data mais importante no meu calendário – sem contar o aniversário, pois isso é só uma questão de ego – é o 17 de março. O St. Patrick’s Day, que há muito tempo já deixou de ser uma comemoração religiosa, cada vez mais passa a ser um feriado mundial, celebrado em qualquer canto onde pessoas gostem de cerveja, risadas e verde. (Isso exclui lugares como Clubes de Whiskey, onde ninguém bebe cerveja, Clubes de Xadrez, onde ninguém ri, a bateria da Gaviões, onde não se fala em verde, e a Coréia do Norte, onde nenhuma dessas três coisas existem)

Sendo essa a data mais importante, a segunda é, invariavelmente, hoje. 24 de Setembro de 2009. Há exatos 250 anos o mundo assistiu a perfeição líquida nascer. Ah, Guinness.

Se você nunca bebeu Guinness, hoje é seu dia. Largue seu emprego, suas reuniões e assuntos menos relevantes. Essa é uma causa muito mais importante que qualquer coisa banal do dia-a-dia. Corra até o Pub mais próximo – ou qualquer outro lugar que tenha a decência de servir um Pint de Guinness – e peça seu copo.

Você vai amar ou odiar, não tem meio termo. Mas não importa o que você achar, o importante é ter experimentado 250 anos de história.

Feliz

Ps: Se você estiver lendo isso em solo Irlandês – além de ser um filha da puta sortudo -, provavelmente sabe que Dublin estará em festa. Aproveite por mim e por todos.

Macaco de fralda,  Cheers, Arthur!

China, Evapotranspiração e Crianças

Aviso: Post ecochato

Quando o assunto é meio ambiente, a China é malandra pra caralho.

É fato que o país é o maior emissor de CO² do mundo, passaram os EUA há pelo menos 2 anos. Mas o tigre asiático tem pelo menos duas cartas na manga:

- Por causa da população estupidamente gigante deles, a emissão per capita fica menor que a de Malta – só pra lembrar, Malta é um país de 316 km² que fica em 133º lugar de 200 em termos de emissão bruta.

- São os maiores produtores de energia renovável do mundo

Mas isso não justifica. Todo mundo lembra dos trambiques chineses durante as Olimpíadas para limpar a poluição em Pequim. Porra, tinha até um canhão pra fazer chover. E como chinês é especialista em trambique, o presidente Hu Jintao hoje na conferência da ONU falou, falou,  e não disse nada sobre comprometimento com o meio ambiente.

Só prometeu plantar árvores e, em dez anos, transformar 15% da matriz energética chinesa em fontes renováveis e amigas dos animais.

Imma

Enquanto isso: uma empresa americana criou um bagulho que consegue tirar água da atmosfera e transformar em água líquida e potável. Ihiii.

Achei bem bacana, mas só penso se esse negócio não pode foder mais ainda o ambiente à sua volta. Quer dizer, se ele tira umidade do ar, não vai prejudicar a dinâmica de chuvas e tal? Na Amazônia, por exemplo, grande parte da chuva vem da umidade do ar que, por sua vez, vem da evapotranspiração das plantas – ensino Médio serviu para alguma coisa.

Mas é um tecnologia bem legal.

Pra terminar um vídeo bacana de maldade com criancinhas: o passatempo preferido de qualquer pessoa sã.

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Kadafi, Imigrantes e Paz

Ontem eu estava preocupado com a falta de assuntos irrelevantes para postar no Macaco. Mas parece que a humanidade sempre arranja um jeito novo de me surpreender.

Hoje de manhã abri o Estadão e li em letras garrafais: “Líder líbio, Kadafi quer propor à ONU fim da Suíça”. Demorei alguns minutos pra entender a lógica nessa frase. Eu não sabia que você podia propor o fim de um país.

Mas se tratando do Kadafi, nada é impossível. Ele é um dos poucos que chega perto do status Kim Jong-il de odiosidade. Segundo o Estadão:

A iniciativa seria uma resposta à “ousadia” dos suíços por terem detido no ano passado o filho caçula do líder líbio, Hannibal, após ele ter espancado dois funcionários de um hotel de Genebra.

É sério?

Estados Unidos e Reino Unido, vem cá. Tão demorando pra fazer um complô e assassinar o cara, hein? Alguém tem que fazer o trabalho sujo. E além de tudo ele tem petróleo, pô. Chumbo nele, invade a Líbia alguma coisa.

Um é estilo, o outro é o Kadafi

Um é estilo o outro é o Kadafi

Esse negócio do Kadafi brigando com a Suíça apareceu  no jornal justamente um dia depois do ensaio do Gilles Lapouge sobre o endurecimento da Europa em relação aos imigrantes – grande parte deles Africanos.

O ensaio é extremamente bom, mas você morre por dentro depois de ler. Dá uma impressão de que nada nunca vai dar certo na humanidade.

Hoje é 21/09, o dia Internacional da Paz, mas garanto que quando a gente abrir o jornal amanhã nada vai ter mudado.

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Fama

Akinator é para os fracos. Google é que é hardcore.

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Dica de Luiz Felipe Aiello, o mesmo gênio que fez o banner do blog.

(Sim, é falta de vontade de postar qualquer outra coisa melhor)

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Religião e filosofia de boteco pt.2-2

O Macaco de Fralda recebeu centenas de cartas e milhares de e-mails pedindo (logo) a continuação do último post da série “filosofia de boteco”. Então aqui está.

Vox populi, vox Dei – ou não.

O Macaco Pensador

O Macaco Pensador

Muito bem. A ciência começou a despontar na sociedade ocidental e trouxe com ela o pensamento racional. O problema desse tal de pensamento racional é que ele bate de frente com qualquer dogma de religiões pré-estabelecidas. A fé colocava toda a criação e explicação do mundo na mão de Deus, a ciência tentava empiricamente mostrar o que realmente acontecia.

E como se não bastasse esse cientistas, matemáticos e astrônomos enchendo o saco, uma nova ordem econômica começava a despontar na sociedade européia.

Sim, eu acredito que a mudança na dinâmica econômica da Europa transformou, aos poucos, a religião e seu status quo no velho continente – o que, conseqüentemente, mudou o mundo, já que o mundo era europeu. O capitalismo influenciou muito as religiões modernas.

Como eu disse no primeiro post, tinha fundamento você falar em “salvação eterna” para um bando de camponeses que não tinham nenhuma perspectiva de mudança na sua vida terrena. A única recompensa que você teria por uma vida de trabalho duro é o paraíso pós-mortem. Mas isso já não faz mais tanto sentido como antigamente.

O capitalismo mudou a dinâmica social junto com o pensamento racional. Essas duas “instituições sociais” foram o grande chute no cu de qualquer grande religião organizada. Jesus foi literalmente traído por um punhado de moedas.

gold-coin

Hoje em dia as pessoas se preocupam muito mais com comprar a casa própria, arranjar um emprego melhor e trocar de carro do que com qualquer salvação eterna. Poucos se preocupam com a recompensa na vida após a morte quando ele pode vir agora. A recompensa está a um shopping center de distância de qualquer um.

Também têm aqueles que não rezam pra ir para o paraíso, mas sim pra fugir do inferno. Infelizmente o inferno também já está ultrapassado. Pesquisas recentes feitas pelo Pew Forum on Religion and Public Life mostram que só 59% dos americanos acreditam no inferno – e 74% no paraíso. Outro exemplo dessa despreocupação com a danação eterna é o recente upgrade que os pecados capitais ganharam, com sete novos motivos para queimar no mármore do inferno – todos eles ligados de alguma forma com o mundo moderno.

Mas nem isso foi o suficiente para acabar com as religiões do mundo. E sinceramente, nem deveria. A fé é uma parte importante da vida da maioria das pessoas. O ser humano é um pobre coitado. Nasce em um mundo do mal sem nenhum manual de instruções. Não tem garras, não tem veneno, não é rápido – resumindo: é um bicho fodido por natureza.

A única segurança que o homem tem são nos números. E, na minha opinião, a religião é isso: Segurança nos números. A segurança de fazer parte de um grupo que explica a sua existência e sua função do mundo. E ao invés de criar perguntas como a ciência, a religião dá respostas. E tem gente que precisa desse conforto pra passar pelo dia-a-dia.

Mas isso não significa que eu concorde com todas as picaretagens que chamam de religião. No próximo post – e último da série – vou falar dessas novas fés que só fodem com a vida das pessoas.

Santo Dólar

Santo Dólar

Macaco de Fralda, fazendo merda filosófica.

09.09.2009

Pra você que passou o dia inteiro na ignorância, saiba que 09 de setembro é uma data histórica.

O Macaco de Fralda providenciou um pequeno resumo resumindo falando tudo o que aconteceu de bom hoje.

9

Hoje estreou 9, uma animação sci-fi dirigida (e criada) por Shane Acker e produzida por Tim Burton e um outro cara de nome estranho. O filme é baseado no curta homônimo de 2005, também de Shane Acker.

Sinceramente, com as animações de merda que tão por aí ultimamente, esse filme parece bom pra caralho. Fora que tem aquele bonito estilo Tim Burtoniano - e pasmem: não tem Johnny Depp nem Helena Bonham.

Trailer

Casamentos

Aparentemente as pessoas acham que casar hoje daria sorte ou seria bacana. Foram esperados 10mil casamentos só em Pequim.

The Beatles: Rock Band

Lançou hoje. Compre se puder. Sem mais.

Rock Band

Dreamcast

A não ser que você tenha vivido grande parte da sua existência embaixo de uma pedra, É CLARO QUE VOCÊ SABE que hoje é o aniversário de dez anos do Dreamcast. O único, revolucionário e fatalmente renegado console da Sega.

Pra quem não sabe, o Dreamcast foi tão supimpa que até hoje ainda lançam jogos novos para ele.

Dreamcast

Tajiquistão

Ah, o Tajiquistão. A tão gloriosa nação no meio de lugar nenhum.

Tão economicamente relevante e geopoliticamente importante que o word até grifa o nome em vermelho acusando um erro ortográfico.

Hoje o Tajiquistão comemora seu décimo oitavo aniversário de independência. E esse jovem thigre asiático atinge a maioridade com 20% da sua população ganhando menos de $2 por dia.

O mapa mundi abaixo mostra em vermelho a possível – mas ainda não confirmada – localização do Tajiquistão.

Tajiquistão

!!!ATENÇÃO PROMOÇÃO EXCLUSIVA!!!

Se você for cidadão brasileiro com uma comprovada ascendência Tajique, entre em contato com o Macaco de Fralda para ganhar uma camiseta exclusiva do blog e para eu rir da desgraça alheia.

Macaco de Fralda, fazendo merda.

Religião e filosofia de boteco pt.2-1

Olho de Deus

Olho de Deus

Se aprendi uma coisa nas aulas de Sociologia foi a idéia de que se uma instituição existe é porque ela exerce alguma função em uma sociedade em um momento específico.

O conceito de “povos bárbaros” fazia sentido em uma sociedade decadente que tentava resgatar seus valores clássicos e manter seu poderio militar. Escravidão fazia sentido em uma sociedade não-capitalista, latifundiária, exportadora e com necessidade de mão-de-obra barata gratuita. Anti-semitismo fazia sentido em uma sociedade com a economia quebrada que buscava criar um ideal de raça e nação. Eu desprezo todas essas idéias, mas inseridas em seus contextos específicos, todas elas faziam sentido.

Como eu disse na primeira parte desse post – que eu re-li agora e vi que nem eu entendi o que eu queria dizer (Y) – talvez a maior pergunta da existência do ser humano é “de onde eu vim?”

E dessa pergunta surgiu a religião. Quando falo em religião quero dizer um “conjunto de crenças e ritos que procuram explicar e legitimar, de maneira sobrenatural, o mundo ao redor do ser humano” – essa definição é de Rafael Lacerda, filósofo e pensador contemporâneo brasileiro que eu acho muito bom e coerente, ainda bem que infelizmente ele ainda não publicou nenhum livro.

Acho essa definição bem razoável, mas, por favor, me corrijam se discordarem.

(Só um parêntese. Além de ateu, eu me considero Google-Wikipedeísta – uma dissidência do Googleísmo Ortodoxo – que acredita que todo o conhecimento revelado pelo onisciente Google é verdade absoluta. Mas que confere tudo na Wikipédia só pra garantir. É uma religião em ascensão, vem pra cá você também!)

Bendito seja

Bendito seja

As primeiras religiões pegavam coisas que ninguém entendia e atribuíam características fantásticas a elas. O deus Sol, a deusa Lua, deuses das Estações, o deus Imposto de Renda. Essas características sobrenaturais facilitavam a vida de todo mundo dando “porquês” para a vida.

- Mãe, por que eu tenho que ir para aquela pirâmide?

- Para ser sacrificado.

- Por que?

- Porque senão o deus Sol vai ficar bravo e não vai querer nascer amanhã.

- Ah, tá. Posso jogar bola depois?

- Pode

Conforme a “civilização humana” foi se desenvolvendo as perguntas mais simples foram sendo respondidas pouco a pouco por tentativa e erro. E as religiões foram mudando e ficando mais complexas, cada uma explicando sua própria sociedade e dando visões diferentes da criação do mundo. Mas a criação do mundo – ou “de onde eu vim?” – não é nem de longe tão intrigante quando o “para onde eu vou?”. É como comparar sorvete com brócolis, não dá.

O passado é fato, já foi, pode ser estudado (e questionado) ou contado em histórias, mas o futuro é sempre obscuro, só podemos especular ou acreditar no que nos dizem.

Acelerando. Surgimento das religiões Monoteístas Organizadas, expansão do Islã, Cruzadas, Idade Média – “quem pecar vai para o inferno” -, grandes navegações, expansão do Cristianismo, reformas protestantes. Aí fode.

Antes tínhamos várias religiões, mais ou menos locais, que explicavam as sociedades que representavam. Agora tínhamos religiões globais – entendam: grandes e poderosas – que convertiam outros povos e geravam sincretismos religiosos. Eu não vou entrar no mérito de que essas grandes empresas religiões usavam seus dogmas para manter a sociedade na linha, só vou manter isso na vida após a morte.

Além de tudo isso surgiu essa pedra no sapato, filha do pensamento racional ocidental, que é a bastarda da ciência. Filha da puta essa ciência. De acordo com Rafael Lacerda, o mesmo pensador do começo do post, ciência é “o estudo racional e empírico do universo material que cerca o ser humano” (cara, esse Rafael Lacerda é genial). Mais ou menos o contrário da religião, baseada no exterior ao mundo físico.

Nem preciso dizer o que aconteceu:

Jesus vs Darwin

MAS. Uma coisa que aprendi na internet é “não faça post longos, ninguém vai ler”. A continuação vem amanhã (ou não).

Macaco de Fralda, com diarréia filosófica.

Lembrete

Sarneca

Tá de bobeira no fim de semana?

Sábado, 14hr no vão do Masp.

Eu sei que vai estar lotado de comunistas – e só de pensar nisso já me dá coceira -, mas acho válido ir pra fazer volume.

Macaco de Fralda, jogando merda na cabeça dos outros.

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